A prefeita Adriane Lopes atende pedido de assistentes e promete concurso da Educação.
A prefeita Adriane Lopes (PP) se reuniu, na manhã desta quinta-feira (5), com vereadores e representantes das assistentes de educação infantil de Campo Grande, que apresentaram série de reivindicações ao Executivo.
Conforme informado ao Jornal TOPS DO MS NEWS pelo vereador Clodoilson Pires (Podemos), que estava na reunião, a prefeita atendeu parte dos pedidos e irá alterar a nomenclatura do cargo no edital de processo seletivo, que deverá ser aberto em abril.
Além disso, a prefeita garantiu que não haverá redução no salário, que era uma preocupação das assistentes. “Que é assistente de educação infantil, não ficar como monitor”. A mudança poderia acarretar numa diminuição do salário, que hoje é de R$ 1.900.
Outra reivindicação da categoria era estabilidade e valorização. Então, Adriane Lopes prometeu que irá abrir concurso público para o cargo de assistente de educação infantil. Atualmente, essas profissionais atuam com contratos temporários após processos seletivos.
Com a abertura do concurso, as aprovadas terão acesso ao plano de cargos e carreiras e os benefícios do serviço público municipal.
Ainda não há prazo para o lançamento do edital, mas as equipes da prefeitura irão começar os estudos para definir as regras do certame. O secretário municipal de governo, Ulisses Rocha, afirmou que o município já estava discutindo há alguns anos a construção do concurso. “A única forma que a gente pode avançar é com a realização do concurso”, disse.
Por fim, ficou garantido que nenhuma das assistentes que protestou essa semana na Câmara seja exonerada. No entanto, a profissional que foi desligada após o ato não recebeu garantia de ser recontratada no momento.
Categoria comemora avanços

Representante de quase 4 mil assistentes de educação de Campo Grande, Inês Cardoso Ramirez comemorou os avanços e confirmou outras mudanças que a prefeitura irá adotar no próximo processo seletivo: “Agora esse edital que vai ser lançado, ele renova esse contrato ou ele aumenta o número de profissionais. Ele vai ser triplicado, mantendo os 1900 do salário né sem descontos”.
Com isso, uma possível paralisação da categoria não deve mais acontecer. “Essa possível greve que tava prevista para a partir de segunda-feira, com esse avanço, provavelmente, não deve acontecer”, pontuou.
Outras reivindicações
Outro ponto central da pauta é o reajuste salarial para R$ 2,5 mil, já que os vencimentos estão congelados, desde 2023, em R$ 1,9 mil para jornada de 40 horas semanais, sem qualquer correção inflacionária nos últimos dois anos.
A categoria também reivindica a concessão de vale-alimentação de R$ 300, o cumprimento da Lei Municipal que garante o abono de faltas para acompanhamento de parentes de primeiro grau ou tutelados em consultas médicas, e o respeito à Portaria do Conselho Nacional de Educação que estabelece o limite de alunos por sala de aula.
Segundo relatos, a maioria das turmas encerrou o último ano letivo com número excessivo de crianças, comprometendo a qualidade do ensino e sobrecarregando as profissionais.
Esses outros pontos ainda devem ser estudados pela prefeitura, que enfrenta momento de arrocho fiscal, adotado por Adriane Lopes para garantir o equilíbrio das contas públicas e destravar investimentos em infraestrutura na Capital.
Assessoria de Imprensa do TOPS DO MS NEWS.