Câmara Municipal de Terenos não irá celebrar novos contratos com empresas investigadas, diz presidente.
Câmara de Terenos. (Reprodução, Câmara de Terenos)
O presidente da Câmara de Terenos, Leandro Guimarães Caramalac da Costa, do PSB, adiantou que, em 2026, a Casa de Leis não deve celebrar novos contratos com as empresas investigadas por fraudes em licitações. Uma delas, a Impacto Mais, recebeu mais de R$ 128 mil do Legislativo de Terenos.
O Gaeco deflagrou, nesta quarta-feira (21), duas operações mirando fraudes em contratos do Legislativo e Executivo de Terenos. Enquanto a operação Collusion apura organização criminosa que fraudou licitação de serviços gráficos com a prefeitura e o Legislativo, a Simulatum investiga corrupção em contratos para locação de som firmados com a Câmara de Vereadores.
“Tudo que sabemos até agora é apenas o que imprensa está divulgando, não fomos informados de nada até o momento oficialmente. O que posso dizer é que todas as empresas citadas pela mídia não possuem contratos vigentes mais com a Câmara Municipal de Terenos e que não serão celebrados contratos com elas em 2026 enquanto estiverem em processo de investigação”, disse o presidente da Casa de Leis.
Em agosto de 2022, a Impacto assinou contrato para a “prestação de serviços de divulgação em site e jornal, de circulação regional de notícias, matérias e atos oficiais e de interesse da Câmara de Vereadores de Terenos”. O termo foi renovado em 2023 e 2024.
O proprietário da Impacto Mais, Francisco Elivaldo de Sousa, o Eli Sousa, foi preso preventivamente durante a operação.
No total, a empresa recebeu R$ 128.160 no período de dois anos. A contratação e as renovações têm a assinatura do então presidente da Casa, Marcos Inácio Campos, o Marquinhos da Van (PSDB).
Com uma nova legislatura iniciando-se em 2025, não houve renovação. Não há nenhuma indicação no Portal da Transparência de que o serviço tenha sido prestado por outra empresa.

Eli Sousa foi preso por agentes do Gaeco e levado para a Depac-Cepol.
Gráfica também foi alvo de operação do Gaeco
Outro alvo da ação foi a Paulgráfica, que fica no Jardim Aero Rancho, região sul de Campo Grande. Policiais do BPMChoque (Batalhão de Polícia Militar de Choque) estiveram no local na manhã de quarta-feira (21).
Foi cumprido um mandado de prisão. Em 2024, a empresa participou de uma licitação para fornecer material gráfico para a Câmara, mas foi superada por duas concorrentes.
Ao Jornal TOPS DO MS NEWS, o advogado da empresa, Paulo Eduardo da Rocha, informou que o proprietário só irá se manifestar após a defesa ter acesso integral aos autos do processo.
Mandados e prisões
Em nota oficial, o Ministério Público afirma que foram expedidos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. Alguns endereços ligados ao grupo de comunicação foram alvo de varredura no Carandá Bosque, em Campo Grande. Também houve ações no município de Rio Negro.
Os crimes ocorrem desde 2021 e tratam de fraudes em contratos com o município e a Câmara Municipal de Terenos.
Enquanto a operação Collusion apura organização criminosa que fraudou licitação de serviços gráficos com a prefeitura e o Legislativo, a Simulatum investiga corrupção em contratos para locação de som firmados com a Câmara de Vereadores.
Collusion: 6 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão;
Simulatum: 7 mandados de busca e apreensão.
Durante a operação, foram presos: Francisco Elivaldo de Sousa (Eli Sousa), Antônio Henrique Ocampos Ribeiro e Leandro de Souza Ramos.
Assessoria de Imprensa do TOPS DO MS NEWS.