“Chega de hipocrisia”, disse Tiago Vargas sobre decisão da Prefeitura em manter uso de máscaras no município.

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“Chega de hipocrisia”, disse Tiago Vargas sobre decisão da Prefeitura em manter uso de máscaras no município.

A dissonância entre o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Campo Grande, em relação ao uso de máscaras, foi duramente criticada pelo vereador Tiago Vargas (PSD), durante a 10º Sessão Ordinária, realizada nesta quinta-feira (10).

Na quarta-feira (9), após a reunião do Prosseguir, o Governo do Estado desobrigou, em MS, o uso de máscaras em locais fechados. Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a decisão foi tomada devido ao decréscimo no número de casos de covid, óbitos e internações hospitalares.

Mesmo com a decisão do governo estadual, o prefeito da Capital, Marquinhos Trad (PSD), decidiu manter o uso das máscaras em Campo Grande, o que foi criticado pelo vereador Tiago Vargas, que chamou o ato do chefe do Executivo de hipocrisia. “Fizeram um reunião ontem [quarta-feira], na Prefeitura Municipal de Campo Grande e decidiram pela obrigatoriedade e continuidade do uso de máscaras”, afirmou o vereador.

“Isso é um absurdo! Eu mesmo já entrei com um projeto nesta Casa de Leis, solicitando que o uso de máscara no município de Campo Grande deixasse de ser obrigatório. Porém, este foi arquivado, porque é privativo do Poder Executivo”, criticou.

O vereador questionou ainda se a ciência do Estado e de Campo Grande são diferentes, além de indagar se os médicos de Campo Grande estudaram outro tipo de medicina. “Ninguém aguenta mais, é uma hipocrisia. Em festas e reuniões ninguém usa mais máscaras; várias capitais do Brasil desobrigaram o uso, mas, em Campo Grande, foi decidido pela manutenção do uso”, protestou o vereador.

“Vamos retirar logo as máscaras, não aguentamos mais tanta hipocrisia”, finalizou o vereador.

Máscaras

O uso do equipamento de proteção começou a ser usado em Mato Grosso do Sul após o decreto Nº 15.456, de 18 de junho de 2020, quando a pandemia começou a atingir números assustadores de contaminação e de mortes, além de lotar hospitais em todo o Estado.