CPI do Transporte Coletivo revela que Prefeitura não tem recursos para cumprir metas de infraestrutura, aponta vereadora Luiza.

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CPI do Transporte Coletivo revela que Prefeitura não tem recursos para cumprir metas de infraestrutura, aponta vereadora Luiza.

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Campo Grande ouviu, na manhã desta quarta-feira (09), representantes da gestão municipal sobre os investimentos em mobilidade urbana e infraestrutura. A reunião marcou o encerramento da fase de oitivas da comissão, que agora inicia a análise detalhada de documentos para a elaboração do relatório final.

A vereadora Luiza Ribeiro (PT), integrante da CPI, fez questionamentos incisivos aos gestores sobre a capacidade da Prefeitura em cumprir as cláusulas do TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) celebrado com o TCE/MS, além das obrigações constantes do contrato celebrado com o Consórcio Guaicurus sobre o transporte coletivo da Capital. “A CPI revela que a Prefeitura não tem recursos para executar os compromissos assumidos. Não tem dinheiro para a cobertura de 1.268 pontos de ônibus, que demandariam mais de R$ 60 milhões. Também não tem verba para asfaltar os 40 quilômetros de vias por onde passam linhas de ônibus, o que custaria mais de R$ 50 milhões. E ainda falta recurso para garantir a contrapartida do financiamento já aprovado pela Caixa Econômica Federal, que ultrapassa R$ 40 milhões”, afirmou.

Foram ouvidos nesta quarta-feira a secretária especial de Planejamento e Parcerias Estratégicas Catiana Sabadin Zamarrenho, a diretora-adjunta da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) Andréa Luiza Torres de Figueiredo da Silva e o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos Ednei Marcelo Miglioli.

Durante a oitiva, Miglioli reconheceu a incapacidade da Prefeitura de fazer todos esses investimentos financeiros e afirmou que o município ainda enfrenta o desafio de ter 40 quilômetros de vias sem pavimentação em rotas do transporte coletivo, além de 70% da malha viária necessitando de recapeamento. Ele explicou que a execução das obras depende da capacidade da Prefeitura em arcar com as contrapartidas exigidas, entre outros investimentos. 

A CPI agora entra na fase final de apuração, com análise dos documentos coletados para compor o relatório que será apresentado à sociedade campo-grandense. Para a vereadora Luiza Ribeiro, o cenário revelado pelas oitivas demonstra a gravidade da situação orçamentária da Prefeitura e a provável responsabilização dos agentes públicos pelo não cumprimento das cláusulas pactuadas.

Assessoria de Imprensa do TOPS DO MS NEWS.