Deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) Pollon protocola requerimento para criar CPI do Banco Master.
Deputado federal Marcos Pollon (PL-MS).(Divulgação, Câmara dos Deputados)
O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL), protocolou um requerimento para criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Banco Master.
A coleta de assinaturas necessárias começou em dezembro do ano passado, antes do início do recesso parlamentar. O requerimento tramita junto do pedido de CPMI do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Assim, os pedidos fazem parte da estratégia da bancada de oposição para pressionar a abertura da CPI no Congresso, seja no Senado, Câmara ou em conjunto com as duas casas. São necessárias 171 assinaturas para a instaurar a comissão.
Segundo Pollon, o caso do Banco Master é mais grave que a Operação Lava Jato. “Esse é o maior escândalo que poderia se acometer sobre uma nação, pois os seus protagonistas são membros da mais alta corte”, disse Pollon.
“Diante da magnitude da fraude, impõe-se a instauração de investigação parlamentar destinada a atribuir responsabilidades, quantificar os prejuízos, garantir a tutela dos lesados e subsidiar a elaboração de medidas legislativas voltadas ao aprimoramento dos mecanismos de supervisão, controle e prevenção de ilícitos no sistema financeiro”.
Caso do Banco Master
O objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito é apurar os fatos envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, revelados pela Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
As investigações apontam para a existência de um dos maiores esquemas de fraude financeira do país, estruturada mediante a criação de créditos fictícios, manipulação contábil e operações fraudulentas que alcançam cifras bilionárias, com potencial impacto sistêmico sobre o mercado e grave lesão a credores, investidores e fundos de pensão.
A gravidade dos fatos foi reforçada no dia seguinte à operação, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, reconhecendo a insolvência operacional da instituição e a necessidade de intervenção imediata para resguardar o sistema financeiro nacional.
Assim, a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025, revelou uma falha profunda na supervisão do Sistema Financeiro Nacional. O caso expôs prejuízo bilionário, afetando RPPS (Regimes Próprios de Previdência Social), investidores de varejo, bancos públicos, e desencadeou um impacto direto no FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O episódio tornou-se um dos maiores colapsos financeiros da última década.
Assessoria de Imprensa do TOPS DO MS NEWS.