Greve dos professores atingiu 60% das escolas em Campo Grande-MS.

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Greve dos professores atingiu 60% das escolas em Campo Grande-MS.

A greve dos professores, iniciada nesta sexta-feira (2), atingiu 60% das escolas da Capital, segundo Sindicato dos Professores de Campo Grande (ACP).

“Em torno de 60% das escolas paradas, mas 100% mobilizadas. Isso quer dizer que sempre tinha um colega ou outro na manifestação”, explicou o Professor Lucilio.

O caso

Os professores da Rede Municipal de Ensino lutam pelo piso salarial para 20 horas. Eles decidiram pela greve até o dia 9 de dezembro depois que a prefeitura informou não ter condição de conceder os 10,39% de reajuste prometido pelo então prefeito Marquinhos Trad.

O procurador-geral do Município, Marcelino Pereira, entrou com pedido de tutela de urgência contra o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais de Educação Pública (ACP), por conta da greve. Pediu multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

O desembargador Sérgio Fernandes Martins não concedeu a tutela, alegando que precisaria ouvir o sindicato para saber o quantitativo de paralisação. Ele deu cinco dias para o sindicato dizer se a paralisação é parcial ou total. A ACP já foi notificada e agora responderá ao desembargador.

A Prefeitura de Campo Grande recorreu novamente, alegando dano irreparável aos 110 mil alunos com a paralisação. O procurador ponderou que a ação perde objeto se levar em conta os dez dias dado ao sindicato, visto que coincidirá com o término da primeira etapa da greve, programado para 9 de dezembro.

A prefeita Adriane Lopes explicou aos professores que a Lei de Responsabilidade Fiscal, citada no próprio acordo feito com os professores por Marquinhos, a impede de conceder o reajuste, sob pena de cassação do mandato por improbidade administrativa.

Hoje, a Prefeitura ocupa 57% da receita em gasto com pessoal. Se chegar a 60%, o que aconteceria com o reajuste, a prefeita pode ser cassada.

Como alternativa, a Prefeitura ofereceu 400 reais de auxílio alimentação e 4,78% que já estavam previstos para janeiro de 2023. A categoria não aceitou e anunciou greve.

Antes de sair, Marquinhos propôs um calendário para os professores, que receberiam o piso em escala até 2024. Pelo combinado, agora em novembro, os professores já teriam reajuste de 10,39%, o que tem sido cobrado pela categoria.

Para cumprir o acordo, Adriane precisaria reajustar 10,39% agora; 4,78% para janeiro; 10,56% em maio de 2023, 10,56% em outubro; 10,56% em maio de 2024 e 10,56% em outubro de 2024, quando pela lei atual, os professores receberão R$ 7,6 mil para quarenta horas semanais.

FONTE: TOPS DO MS NEWS.