O empresário Antônio Henrique Ocampos Ribeiro alega trabalhar como cozinheiro e que CNPJ foi usado em esquema de corrupção em Terenos.

Presos em operações do Gaeco passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira.

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O empresário Antônio Henrique Ocampos Ribeiro alega trabalhar como cozinheiro e que CNPJ foi usado em esquema de corrupção em Terenos.

Operações foram deflagradas simultaneamente pelo Gaeco e a Promotoria de Justiça de Terenos.


O empresário Antônio Henrique Ocampos Ribeiro, preso na quarta-feira (21) em operação do Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), acredita que o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) dele foi usado em esquema de corrupção em Terenos. Ontem, foram deflagradas as operações Collusion e Simulatum.

De acordo com o advogado Júlio César de Moraes, que faz a defesa de Antônio, o investigado não tinha qualquer atividade na empresa há cinco anos. Atualmente, ele trabalhava como cozinheiro em um restaurante de Campo Grande.

“[Essa empresa] Não emitia nota, não mandava e-mail, não tinha qualquer tratativa da empresa nos últimos cinco anos. Então ele [Antônio] desconhece qualquer participação em licitação, qualquer envolvimento com o caso, ele acredita que tenha sido usado o CNPJ e o nome da empresa de forma indevida”, pontuou.

 
 

Já a defesa de Leandro de Souza Ramos, feita pelo advogado Givanildo de Paula, informou apenas que não teve acesso aos autos e desconhece o teor das acusações.

Os dois passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (22). Como se tratam de mandados de prisão preventiva, a audiência de custódia avalia apenas se os direitos da pessoa foram respeitados durante o cumprimento. Portanto, as prisões estão mantidas.

Gaeco deflagra duas operações contra fraude em licitações da Prefeitura e da Câmara de Terenos
Em 21 de janeiro de 2026, o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) e a Promotoria de Justiça de Terenos deflagraram as operações Collusion e Simulatum contra fraudes em licitações da Câmara e da Prefeitura de Terenos. Policiais do BPMChoque (Batalhão de Polícia Militar de Choque) deram apoio à ação.

Foram cumpridos seis mandados de prisão e 23 de busca e apreensão pela Collusion e sete mandados de busca e apreensão pela Simulatum em Terenos, Campo Grande e Rio Negro.

A Operação Collusion investiga uma organização criminosa que fraudava licitações e contratos públicos, além de cometer crimes relacionados. Os investigados se associaram para obter contratos relacionados a materiais e serviços gráficos firmados com o Município e a Câmara Municipal de Terenos desde o ano de 2021.

Já a Operação Simulatum identificou um grupo que fruadava contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos também desde o ano de 2021.

A expressão em inglês “Collusion” significa conluio e remete à ideia de acordos ilícitos realizados entre os investigados com o objetivo de fraudar contratos públicos.

Já o nome “Simulatum”, que no latim quer dizer simulado, se refere à forma de atuação dos investigados, que simulavam competição entre si com o objetivo de praticar os crimes em questão.

Empresário participou de licitação vencida por grupo de comunicação na Câmara de Terenos
O empresário Leandro de Souza Ramos participou de licitação na qual a Impacto Mais, empresa alvo do Gaeco/MPMS, sagrou-se campeã, na Câmara de Terenos.

Leandro aparece como participante da Licitação nº 10/2022, da Câmara de Terenos, conforme o Portal da Transparência. Com a empresa Leandro de Souza Ramos (CNPJ 26.019.523/0001-73), ele vigora entre os integrantes do certame.

O processo visava à contratação de pessoa física ou jurídica para prestação de serviços de divulgação, em site e jornal, de circulação regional de notícias, matérias e atos oficiais e de interesse da Câmara de Vereadores de Terenos.

Leandro fez proposta de R$ 48,4 mil, enquanto a Impacto Empresa de Jornalismo LTDA (CNPJ 15.917.305/0001-30) ofereceu R$ 44,8 mil pelo serviço. A terceira participante, a FCVN Comunicações LTDA (CNPJ 24.543.010/0001-31), ofertou R$ 46 mil.

Com menor preço, a Impacto venceu o certame. Apesar de ter o nome vinculado ao CNPJ — existente há nove anos, com situação ativa e sede em Campo Grande —, Leandro alegou, por meio de defesa, que não possui envolvimento com a licitação.

Assessoria de Imprensa do TOPS DO MS NEWS.