Prefeitura Municipal de Campo Grande deixou de arrecadar R$ 200 milhões em meio a questionamentos do IPTU.
Em meio a questionamentos feitos por entidades como OAB-MS e Câmara de Vereadores, o município de Campo Grande deixou de arrecadar cerca de R$ 200 milhões.
Conforme o secretário de governo, Ulisses Rocha, até o dia 12 de janeiro do ano passado, quando não houve questionamentos em torno dos valores do imposto, a Prefeitura já havia arrecadado aproximadamente R$ 350 milhões.
No entanto, no mesmo período deste ano, foram apenas R$ 150 milhões arrecadados com o imposto, uma queda de 57%.
O representante da Prefeitura alega que os questionamentos feitos em torno da cobrança geram dúvida no contribuinte, que acaba esperando uma definição para fazer o pagamento.
Sobre as alterações, Ulisses explica as alterações no IPTU 2026. “A gente precisa esclarecer que houve correção e uma reclassificação imobiliária na cidade, com mudança no perfil socioeconômico, que alterou, em alguns casos, o valor do imposto.”
Nesta semana, a prefeita Adriane Lopes (PP) já havia pontuado que a Prefeitura não atualizava o estudo imobiliário na cidade há oito anos. Ela disse que precisou adotar a medida impopular para poder regularizar as contas e retomar os investimentos no município.
Entidades e Câmara questionaram estudo
Correm na Justiça três ações de entidades como OAB (Ordem de Advogados do Brasil – seccional de Mato Grosso do Sul) e ADVI (Associação dos Advogados Independentes) questionando o estudo que reclassificou imóveis.
Além disso, vereadores realizaram sessão extraordinária para aprovar projeto que anula os efeitos do estudo e retoma o que estava sendo aplicado anteriormente, de 2018.
Porém, a prefeita Adriane Lopes (PP) viu irregularidades no projeto e vetou. Agora, caberá à Mesa Diretora da Câmara avaliar uma sessão extraordinária para analisar o veto.
No entanto, conforme apurado pela reportagem, a análise deve ficar somente para fevereiro, após o recesso. O Jornal TOPS DO MS NWS publicou que apenas nove vereadores reafirmaram voto contra o veto. A Câmara precisaria de 15 para fazer valer a lei que anula o estudo.
Assessoria de Imprensa do TOPS DO MS NEWS.