PREFEITURA REALIZA EVENTO QUE APROXIMA UNIVERSO ACADÊMICO DA REALIDADE DE UNIDADES DA SAS.
A realização de capacitações e eventos que buscam fortalecer a cultura de educação continuada, além de aproximar as práticas profissionais ao campo acadêmico, é preocupação constante da Prefeitura de Campo Grande. Com foco nessa proposta, a Gerência de Gestão do Trabalho e Educação Permanente do SUAS, da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), realizou, esta semana, o 1º Colóquio de Boas Práticas em Estágio, que contou com o apoio da gerência de gestão da escola do SUAS, e teve como público-alvo, estagiários dos cursos de Psicologia e Serviço Social que cumpriram estágio nas unidades da SAS durante o ano.
Ao todo, 55 acadêmicos tiveram a oportunidade de acompanhar a rotina dos profissionais dessas duas áreas nas unidades da SAS, acompanhados por 42 supervisores.
O evento foi um reflexo do trabalho desenvolvido durante o ano todo pela gestão, que busca a valorização de ações norteadoras de práticas que orientam a reflexão sobre o trabalho e a construção de processos de aprendizagem colaborativa em todas as áreas da Rede Municipal de Assistência Social.
A secretária-adjunta de Assistência Social, Inês Mongenot falou sobre a importância de oportunizar estágio aos estudantes para aproximá-los das políticas públicas. “Vocês tiveram a possibilidade de conhecer, na prática, o trabalho de uma secretaria de tamanha relevância para os munícipes. Falar de políticas públicas de Assistência Social é apaixonante e espero que vocês tenham tido esse encantamento e que a gente possa promover o aprimoramento dessas políticas em parceria com as universidades”, afirmou.
De acordo com a superintendente de Gestão do SUAS, Marcilene Rodrigues, o objetivo do Colóquio foi incentivar a implementação dos processos de integração ensino-serviço-comunidade.
“Com base na experiência que tiveram em observar o trabalho de nossas equipes, os acadêmicos desenvolveram um projeto de execução, orientados por um supervisor que pode, inclusive, se transformar no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do estagiário”, ressaltou a superintendente. Ela ainda explica que os acadêmicos atuam apenas em atividades coletivas e supervisionadas, como visitas domiciliares.
Os trabalhos apresentados no Colóquio abordaram temas variados, com foco desde a saúde mental para os trabalhadores da SAS até práticas psicológicas com adolescentes.
“Nossa proposta é possibilitar um feedback de conhecimentos. O estágio é uma etapa de suma importância no processo de formação, que proporciona ao aluno discussões e esclarecimentos sobre a prática na Assistência Social”, pontuou a gerente de Gestão do Trabalho e Educação Permanente do SUAS, Elaine Rodrigues Teles.
A gerente também acredita que eventos que reforçam a importância da atuação dos estagiários, incentiva o interesse de acadêmicos em apostar na Rede de Assistência Social como opção de carreira, tanto que, atualmente, a SAS mantém parceria com a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Unigran e Uniasselvi, todas universidades que oferecem cursos de Serviço Social e Psicologia.
Paixão pela gestão pública
Um dos exemplos de estagiário que se identificou com a gestão pública foi Luís Carlos dos Santos Nunes, recém-formado pela UFMS e que apresentou trabalho com o tema “Representações Sociais do Envelhecimento”. Ele conta que já no início do curso de Psicologia se interessou pelo setor e a experiência no CCI “Jacques da Luz” e no Cras “Alair Barbosa Rezende”, ambos nas Moreninhas, reforçou a decisão de apostar na carreira pública.
“Fui muito bem acolhido nas unidades e puder perceber a importância de investir nas políticas públicas, além de ter um olhar mais próximo da realidade”, frisou o profissional, que desenvolveu um trabalho com foco em ações que garantam o envelhecimento saudável dos usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.
“Quando cheguei nas unidades não sabia que existia esse trabalho, além disso, no meio acadêmico não encontramos muitas informações sobre grupos de terceira idade, por isso tive a ideia de desenvolver um projeto para esse público, destacando a importância de utilizar esses espaços para manter as oficinas e atividades para os idosos”, finalizou.

