TJMS nega recurso e mantém monitoramento eletrônico de prefeito afastado de Terenos.

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TJMS nega recurso e mantém monitoramento eletrônico de prefeito afastado de Terenos.

Henrique Budke e outros 14 investigados vão seguir usando tornozeleira eletrônica por mais três meses.

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou recurso e manteve a prorrogação por mais 90 dias — três meses — do monitoramento eletrônico do prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), e de mais 14 investigados. O tucano está afastado desde setembro de 2025.

Em janeiro, o desembargador da Seção Especial Criminal, Jairo Roberto de Quadros, confirmou decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para estender o período de uso da tornozeleira eletrônica.

O recurso foi avaliado pelo relator da Operação Spotless, que manteve a decisão. O despacho foi publicado na edição desta sexta-feira (6) do Diário da Justiça Eletrônico.


 

Além de Budke, seguirão usando tornozeleira eletrônica:

Arnaldo Santiago, empresário
Cleberson José Chavoni Silva, empresário
Eduardo Schoier, empresário
Fábio André Hoffmeister Ramires, policial militar e empresário
Fernando Seiji Alves Kurose, empresário
Genilton da Silva Moreira, empresário
Hander Luiz Correa Grote Chaves, empresário
Isaac Cardoso Bisneto, ex-secretário municipal de Obras e Infraestrutura
Leandro Cícero de Almeida Brito, engenheiro
Nádia Mendonça Lopes, empresária
Orlei Figueiredo Lopes, comerciante
Sandro José Bortoloto, empresário
Sansão Inácio Rezende, empresário
Valdecir Batista Alves, empresário
Gaeco desmonta esquema de corrupção liderado por prefeito de Terenos
Em 9 de setembro de 2025, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram a Operação Spotless, contra um esquema de corrupção na Prefeitura de Terenos.

Foram expedidos 16 mandados de prisão e 59 mandados de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP). O prefeito Henrique Budke (PSDB) é apontado como líder da organização criminosa.

A investigação apontou que o grupo liderado por Budke tinha núcleos com atuação bem definida. Servidores públicos fraudaram disputa em licitações, a fim de direcionar o resultado para favorecer empresas.

Os editais foram elaborados sob medida e simulavam competição legítima. Somente no último ano, as fraudes ultrapassaram os R$ 15 milhões.

O esquema ainda pagava propina para agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços e aceleravam os processos internos para pagamentos de contratos.

A Operação Spotless foi deflagrada a partir das provas da Operação Velatus, que foi realizada em agosto de 2024. O Gaeco e Gecoc obtiveram autorização da Justiça e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema de corrupção.

Spotless é uma referência à necessidade de os processos de contratação da administração pública serem realizados sem manchas ou máculas. A operação contou com apoio operacional da PMMS (Polícia Militar de MS), por meio do BPChoque (Batalhão de Choque) e do Bope (Batalhão de Operações Especiais).

Budke foi solto ainda em setembro de 2025 após obter habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O afastamento dele, que era voluntário, foi referendado pelo Judiciário.

Prefeito afastado e mais 25 são denunciados à Justiça
O MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) denunciou o prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), e mais 25 pessoas envolvidas no suposto esquema de corrupção na prefeitura.

Licitações de obras públicas eram direcionadas, e empresas se revezavam nos serviços, garantindo que o grupo se beneficiasse do esquema, que incluía pagamento de propina ao prefeito e a outros citados.

“O que se apurou na investigação é uma organização criminosa instalada no Poder Executivo do Município de Terenos, atuando há anos para fraudar licitações e saquear os cofres públicos, um verdadeiro balcão de negócios comandado pelo prefeito municipal [Henrique Budke]”, pontuou o procurador-geral de Justiça Romão Ávila Milhan Júnior.

Assessoria de Imprensa do TOPS DO MS NEWS.