A prefeita Adriane Lopes pede para vereadores manterem veto sobre projeto que altera taxa de lixo.
Prefeita escalou secretário de governo para visitar gabinete por gabinete e convencer parlamentares sobre tema.
Prefeita Adriane Lopes, com a vice, Camila Nascimento e secretários.
Na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), defendeu a manutenção do veto sobre projeto que derruba estudo que embasou alterações sobre a taxa do lixo.
Ela apresentou dados e disse que o município vai aguardar a votação de amanhã sobre o veto para dar posicionamento. No entanto, em janeiro, o secretário de governo, Ulisses Rocha, disse ao Jornal Midiamax que a prefeitura iria adotar medidas que julgar necessárias para manter a taxa do lixo como está.
O secretário também esteve na sessão solene desta segunda-feira (02) e percorreu todos os gabinetes de vereadores para tratar sobre a votação.
A primeira sessão ordinária de 2026 da Câmara de Campo Grande terá um desfecho sobre um problema que tem sido uma dor de cabeça para o campo-grandense. O aumento da taxa do lixo que refletiu no valor do IPTU deve, mais uma vez, ser analisado pela Casa de Leis nesta terça-feira (3).
Na véspera da análise do projeto que pretende “derrubar” estudo responsável pela cobrança da taxa do lixo em Campo Grande, muitos vereadores ainda seguem “em cima do muro” sobre o voto.
O projeto que anula estudo do perfil socioeconômico dos bairros — o qual, consequentemente, provocou alterações na taxa — ficou pronto minutos antes da sessão ordinária, no dia 12 de janeiro, e foi aprovado por 20 votos. Apesar da adesão, a continuidade da proposta já não é dada como certa.
A reportagem do Jornal Midiamax conversou com alguns vereadores, que se mostraram divididos sobre derrubar o veto da Prefeitura. A Procuradoria do Executivo apontou diversas irregularidades no texto, e uma possível judicialização do caso pode inviabilizar os planos da Câmara de fazer valer o projeto.
Campo Grande deixou de arrecadar R$ 200 milhões
Em meio a questionamentos sobre cobrança da taxa do lixo, feitos por entidades como OAB-MS e Câmara de Vereadores, o município de Campo Grande deixou de arrecadar cerca de R$ 200 milhões.
Conforme o secretário de governo, Ulisses Rocha, até o dia 12 de janeiro do ano passado, quando não houve questionamentos em torno dos valores do imposto, a Prefeitura já havia arrecadado aproximadamente R$ 350 milhões.
No entanto, no mesmo período deste ano, foram apenas R$ 150 milhões arrecadados com o imposto, uma queda de 57%.
O representante da Prefeitura alega que os questionamentos feitos em torno da cobrança geram dúvida no contribuinte, que acaba esperando uma definição para fazer o pagamento.
Assessoria de Imprensa do TOPS DO MS NEWS.